Uma das folhas preferidas de nossas Grandes e Veneradas Mães é a folha de òsíbàtá (oxibatá), também muito conhecida popularmente como ninfeia, folha de lótus, lírio d’água ou golfo d’água. Seu nome botânico é Nymphaea sp., que tem como origem a palavra em latim nympha (divindade feminina das águas, bosques e dos montes). Existem diversas espécies de ninfeias, sendo que a maioria é originária da África, Europa e Ásia, embora algumas até sejam encontradas no Brasil. Suas flores podem possuir diversas tonalidades como o branco (N. alba), azul (N. caerulea), vermelho (N. rubra), e amarelo (N. luteum). A ninfeia azul é nativa do Nilo (Egito), e segundo relatos era uma das plantas consagradas a uma divindade muito antiga, conhecida como Nefertem ou Nefertum. A flor era muito apreciada pelos antigos egípcios, não apenas pelo seu odor inebriante como também por suas propriedades curativas. Segundo alguns mitos, Nefertem utilizou essa flor como oferenda ao deus do Sol, Ra, para...
Alékèsi Nome Yorubá: Alékèsi Nome Popular: São Gonçalinho Nome Cientifico: Casearia sylvestris Sw., Flacourtiaceae O São Gonçalinho é uma masculina, de èrò (apaziguamento) e proteção, ligada ao elemento Terra. É utilizada em Omièrò (banho de folhas apaziguadoras), àgbo ìgbèrè (banhos compostos por diversos elementos de origem vegetal, animal e mineral, utilizado em iniciações) de iniciados do Òrìsà Òsóòsì. Em òògùn (medicinas) curativas e mágicas, usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá. Nas festas de candomblé é comum ver o chão do barracão forrado com as folhas de são gonçalinho. Essa prática deve-se a crença de que as folhas dessa planta tem o poder de repelir “coisas negativas”, por isso seus galhos são colocados sobre a esteira onde dorme o Iyawo.
SEGUINDO COM O TEMA "BERÇO DO CANDOMBLÉ NO RIO DE JANEIRO" DJALMA DE LALU Poucos representantes das religiões de matriz afro no Brasil possuem uma bibliografia tão rica quanto Djalma de Sousa Santos, o Djalma de Lalú. Seu nascimento já anunciava sua missão com os orixás no plano terrestre. No dia 29 de novembro de 1920, sua mãe carnal sentiu as dores do parto e saiu de casa para pedir socorro. Mas ao chegar numa encruzilhada, a bolsa rompeu e ela deu a luz ali mesmo. Morador do bairro de Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro/RJ, Djalma era jongueiro e bom no ponto amarrado. Serviu à Marinha e se tornou cozinheiro da Polícia Militar. Desde novo frequentava o terreiro de Omolokô antigo de Dona Júlia do Caboclo Rompe Mato, onde Exu Lalú começou a se manifestar, segundo o próprio Djalma contava. Em 1940, Djalma conheceu o Doté Tata Fomutinho (Antonio Pinto de Oliveira) do Kwe Ceja Nassó. No mesmo ano, Fomutinho recolheu Djalma para ser feito de Oxossi, apesar de ...
Comentários
Postar um comentário