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Mostrando postagens com o rótulo Caminhos dos Orixás

Òṣùmàrè – A grande serpente que surge brilhantemente

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Sem dúvidas, Òṣùmàrè é uma das mais belas, complexas e controvertidas divindades do panteão yorùbá (ou será do panteão àjèjì/àjèjè - fon?) cultuadas em nossas terras (Brasil). Já li, vi e ouvi muitas coisas a respeito deste Imọlẹ̀/Òrìṣà (Divindade Iorubá), inclusive, coisas completamente absurdas, como por exemplo o mesmo ser uma divindade andrógina (seis meses homem e seis meses mulher). Òṣùmàrè é homem. Divindade masculina (Imọlẹ̀/Òrìṣà Ọkùnrin), e não andrógina como muitos ignorantes sacerdotes declaram. E sua “parte feminina” é representando por sua esposa Ijòkú (Ejòkú) e não por Yewa como muitos acreditam. A cidade de origem desta divindade, ao certo ninguém sabe afirmar. Embora, muitos afirmem que seja Ilé Ifẹ̀, no estado de Ọ̀ṣun, na Nigéria, onde o mesmo miticamente foi um dos discípulos (àwọn ọmọ ẹ̀kọ́ṣẹ́) de Ọ̀rúnmìlà e também um grande adivinho (bàbáláwo), dentre seus principais clientes estavam Odùduwà (Olófin) e Olókun Sẹ̀níadé (esposa de Odùduwà). Divindade do ...

Omolú ganha pérolas de Iemanjá

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Omolú foi salvo por Iemanjá quando sua mãe, Nanã Buruku, ao vê-lo doente, coberto de chagas, purulento, abandonou-o numa gruta perto da praia.Iemanjá recolheu Omolú e o lavou com a água do mar, o sal da água secou sua feridas, Omolú tornou-se um homem vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola.Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia, e com ela ele escondia as marcas de suas doenças, ele era um homem poderoso, andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença, mas continuava sendo um homem pobre. Iemanjá não se conformava com a pobreza do filho adoptivo, Ela pensou:"Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja sempre um homem pobre". Ficou imaginando quais riquezas, poderia da a ele. Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caramujos, as conchas, os corais, tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua mãe, Olocum, e ela dera tudo a Iemanj...

OBALUAÊ (OMOLU/XAPANÃ/OBALÚAYÉ/OMOLU/SÀNPÒNNÁ)

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Orixá cercado de mistérios, Omolú é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolú construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé). Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolú . Na Umbanda, o culto é feito a Obaluaiê, que se desdobra com o nome de Omulu. Orixá originário do Daomé. Em termos mais est...

Iêmanjá /(Yemojá)

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Yemonjá, por presidir à formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o Bori. É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objectos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá. Yemonjá é a m...

Xangô , Shango, Sango, Sòngó

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Como personagem histórico, Xangô teria sido o terceiro Aláàfìn Òyó, “Rei de Oyó”, filho de Oranian e Torosi, a filha de Elempê, rei dos tapás, aquele que havia firmado uma aliança com Oranian. Xangô cresceu no país de sua mãe, indo instalar-se, mais tarde, em Kòso (Kossô), onde os habitantes não o aceitam por causa de seu caráter violento e imperioso; mas ele conseguiu, finalmente, impor-se pela força. Em seguida, acompanhado pelo seu povo, dirigiu-se para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome de Kossô. Conservou, assim, seu título de ba Kòso, que, com o passar do tempo, veio a fazer parte de seus oríkì.   Xangô manda nos poderosos, manda em seu reino e nos reinos vizinhos. Xangô é rei entre todos os reis. Não existe uma hierarquia entre os orixás, nenhum possui mais axé que o outro, apenas Oxalá, que representa o patriarca da religião e é o orixá mais velho, goza de certa primazia. Contudo, se preciso fosse escolher um orixá todo-poderoso, quem, senão Xangô...