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Mostrando postagens com o rótulo Histórias dos Orixás

Águas de Oxalá.

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“Águas de Oxalá” inicia-se com Oxalá decidindo fazer uma visita a Xangô (a divindade dos raios e dos trovões). Como era de costume na terra dos orixás, Oxalá consultou um bàbálawo para saber como seria a viagem. Apesar dele ter recomendado que a viagem não se realizasse, Oxalá já havia decidido deslocar-se para Òyó, então o bàbálawo lhe disse: "Leve três mudas de roupas brancas, pois Exú irá dificultar seus caminhos". Também aconselhou que ele levasse consigo três panos brancos, limo-da-costa e sabão-da-costa e que aceitasse fazer tudo que lhe pedissem no caminho sem reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de não perder a vida! Com estas precauções o Orixá pôs-se a caminhar com seu cajado em direção a Òyó. Caminhando pela mata encontrou Exú que tentava levantar um tonel de Dendê nas costas. Exú pediu ajuda e Oxalá prontamente o ajudou. Mas Exú, propositalmente, derramou o dendê sobre Oxalá e saiu. Oxalá banhou-se no rio, trocou de roupa e ...

Você é ketu, jeje ou angola? (ou "Todo separatista é burro!")

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As chamadas "nações do candomblé" são demarcadores étnico-linguísticos e litúrgicos. Não são Estados Nacionais politicamente instituídos com fronteiras intransponíveis. O candomblé em princípio, era a religião de origem yorùbá, ewé-fon ou bantu estruturada na Bahia. A organização racional e litúrgica desta religião se deu na confluência de ritos, mitos, falas e atos de diversas etnias. O candomblé é produto do sincretismo de diversas etnias, culturas, cultos, idiomas e saberes (negros majoritariamente, mas não só. Indígenas, Brancos, Árabes também). A divisão original dos escravizados em "nações" com intuito de identificar quem vinha de onde e que "valor" tinha cada um, por razões comerciais, não foi o negro quem fez, foi o sistema escravocrata, foi o traficante de seres humanos pretos. A divisão linguística, étnica e litúrgica do candomblé em nações é, repito, apenas um demarcador. Uma fronteira simbólica para culto das divindades de forma raz...

Onilé

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ONILÉ Onilé é um Orixá que representa a base de toda a vida, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte, se caracteriza por ser o princípio e representação coletiva dos elegun e Egungun. é o primeiro a receber as oferendas e a ser evocado nos ritos dos sacrifícios. Todo terreiro possui o acento de Onilé, um deles pode ser observado no centro do Barracão de (candomblé), denominado como o fundamento da casa ou simplesmente Axé da casa, onde todos sabiamente reverenciam este local. Também chamado pelo "Povo de santo" de Oluaye, Aiyê, Ilê e Sakpatá. Em algumas tradições, Onilé é uma divindade feminina, representa a Mãe Terra (onde acolhe os ancestrais), Egungun. Conta-se que quando Olorum reuniu os orixás para dividir o poder sobre a criação entre eles, uma de suas filhas, Onilé, escondeu-se sob a terra. E acabou ganhando por este motivo poder e autoridade sobre ela. A primeira parte de todos os sacrifícios de (Ejé) sangue é sempre derramada sobre a terra, independente ...

Oxaguian

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Oxaguian foi casado com Oyá. Na cidade de Ejigbo Existiu um Rei chamado Oxaguian, (Akinjole Ogiyan) A figura deste rei existe De duas maneiras, Uma onde ele é uma figura histórica E outra onde é uma figura religiosa, Mas em ambas as maneiras Se conta que Oxaguian foi casado com Uma mulher chamada Oyaronke, Mas para os chegados era só "Oyá". Na versão histórica esta Oyá Era uma mulher nobre nascida Em Iragberi, que é uma pequena cidade Perto de Edé E isso é um fato histórico real, Mas... não vamos mentir, todos nós Gostamos muito mais dos contos de fada não é? E eu tenho um para vocês, Existe um conto, um itan (que é o mito) A respeito deste casamento. ⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪ 🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵⚪🔵 Oxaguian estava em guerra, Sim de novo em guerra. Ele vivia nas batalhas Junto a seu exército. No cair da tarde o campo de batalha Estava forrado pelos corpos sem vida De seus adversários, Ele caminhou cansando Vendo seus homens se regrupando, Então ...

As Iyami

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  Um dia elas vieram do céu para a terra Elas eram duzentas e uma Todas elas feiticeiras  Todas elas Iyami Oxorongá. Ninguem sabe quem são ou como se originaram  Apenas sabemos que a mais antiga Entre elas se chama Odu  Ou Oro-Modi-Modi E ela é quem trouxe todas para a terra. Odu um dia caminhou pela encruzilhada  Entre os dois mundos  E Olodumare decidiu dar a ela  A todas iguais a ela Poderes sobre muitas coisas. Então os Orixas receberam ordem de Olodumare  Para vir para o Aye E Orunmila viu Iyami Odu ali parada na encruzilhada  E perguntou:      — Odu, porque não vem conosco para a terra? E ela respondeu:      — Como poderia se estou nua? Não posso ir assim. Pedi ajuda a todos os Orixas mas nenhum dele me ajudou. Então Orunmila falou:      — Como posso eu te ajudar se está nua?      — É facil, deixa-me entrar dentro de você para me...

Òṣùmàrè – A grande serpente que surge brilhantemente

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Sem dúvidas, Òṣùmàrè é uma das mais belas, complexas e controvertidas divindades do panteão yorùbá (ou será do panteão àjèjì/àjèjè - fon?) cultuadas em nossas terras (Brasil). Já li, vi e ouvi muitas coisas a respeito deste Imọlẹ̀/Òrìṣà (Divindade Iorubá), inclusive, coisas completamente absurdas, como por exemplo o mesmo ser uma divindade andrógina (seis meses homem e seis meses mulher). Òṣùmàrè é homem. Divindade masculina (Imọlẹ̀/Òrìṣà Ọkùnrin), e não andrógina como muitos ignorantes sacerdotes declaram. E sua “parte feminina” é representando por sua esposa Ijòkú (Ejòkú) e não por Yewa como muitos acreditam. A cidade de origem desta divindade, ao certo ninguém sabe afirmar. Embora, muitos afirmem que seja Ilé Ifẹ̀, no estado de Ọ̀ṣun, na Nigéria, onde o mesmo miticamente foi um dos discípulos (àwọn ọmọ ẹ̀kọ́ṣẹ́) de Ọ̀rúnmìlà e também um grande adivinho (bàbáláwo), dentre seus principais clientes estavam Odùduwà (Olófin) e Olókun Sẹ̀níadé (esposa de Odùduwà). Divindade do ...

OBALUAÊ (OMOLU/XAPANÃ/OBALÚAYÉ/OMOLU/SÀNPÒNNÁ)

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Orixá cercado de mistérios, Omolú é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolú construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé). Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolú . Na Umbanda, o culto é feito a Obaluaiê, que se desdobra com o nome de Omulu. Orixá originário do Daomé. Em termos mais est...

Iemanjá ganha o poder de cuidar de todas as cabeças

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Olodumaré fez o mundo e repartiu entre os orisás vários poderes, dando a cada um reino para cuidar. A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Oxóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaiyê o poder de controlar as doenças de pele. Oxumaré seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Xangô recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Ewá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios. Oxum seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos d...

Yemanjá joga búzios na ausência de Orunmilá

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emanjá e Orunmilá eram casados. Orunmilá era um grande adivinho, com seus dotes sabia interpretar os segredos dos búzios. Certa vez Orunmilá viajou e demorou para voltar e Iemanjá viu-se sem dinheiro em casa, Então, usando o oráculo do marido ausente, passou a atender uma grande clientela e fez muito dinheiro.No caminho de volta para casa, Orunmilá ficou sabendo que havia em sua aldeia uma mulher de grande sabedoria e poder de cura, que com a perfeição de um babalaô jogava búzios. ficou desconfiado, quando voltou, não se apresentou a Iemanjá, preferindo vigiar, escondido, o movimento em sua casa. Não demorou a constatar que era mesmo a sua mulher a autora daqueles feitos, Orunmilá repreendeu duramente Iemanjá, ela disse que fez aquilo para não morrer de fome, mas o marido contrariado a levou perante Olofim-Olodumare.Olofim reiterou que Orunmilá era e continuaria sendo o único dono do jogo oracular que permite a leitura do destino. Ele era o legítimo conhecedor pleno das his...

Iêmanjá /(Yemojá)

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Yemonjá, por presidir à formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o Bori. É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objectos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá. Yemonjá é a m...