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IROKO

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IROKO . Iroko é um dos Orixás mais antigos, ele representa o tempo e rege a Ancestralidade. Ele foi a primeira árvore plantada na terra, por onde desceram todos os Orixás, por este motivo ele é o líder de todos os espíritos das árvores sagradas. Durante as reuniões dos Orixás, onde avaliam a humanidade e o desenvolver da Terra, Iroko está sempre presente, mas apenas observa e anota o que é concluído por eles, pois quem regerá o tempo de todos os acontecimentos será ele. Este Orixá, não costuma “baixar”nas giras, mas extremamente respeitado nos terreiros, este Orixá é quem direciona o início e o fim de todo ciclo. Seu poder e fama abrangem diversas culturas, na Babilônia e Mesopotâmia ele é o Leão Alado Enki, responsável pelos humanos deste o nascimento até o infinito espiritual, na cultura Maia ele é Viracocha e na Inca, Teotihacan, ambos responsáveis pelo início e fim de todas as coisas. Já na Grécia, ele surge como Chronos, o deus do espaço e tempo, e no Egito ele é o de...

Águas de Oxalá.

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“Águas de Oxalá” inicia-se com Oxalá decidindo fazer uma visita a Xangô (a divindade dos raios e dos trovões). Como era de costume na terra dos orixás, Oxalá consultou um bàbálawo para saber como seria a viagem. Apesar dele ter recomendado que a viagem não se realizasse, Oxalá já havia decidido deslocar-se para Òyó, então o bàbálawo lhe disse: "Leve três mudas de roupas brancas, pois Exú irá dificultar seus caminhos". Também aconselhou que ele levasse consigo três panos brancos, limo-da-costa e sabão-da-costa e que aceitasse fazer tudo que lhe pedissem no caminho sem reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de não perder a vida! Com estas precauções o Orixá pôs-se a caminhar com seu cajado em direção a Òyó. Caminhando pela mata encontrou Exú que tentava levantar um tonel de Dendê nas costas. Exú pediu ajuda e Oxalá prontamente o ajudou. Mas Exú, propositalmente, derramou o dendê sobre Oxalá e saiu. Oxalá banhou-se no rio, trocou de roupa e ...

O que é Igbá Odù?

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Antes de falar de Igbá Odù, preciso falar sobre o Òrìṣà feminino Odù ológbòjé, esposa mítica de Ọ̀rúnmìlà. Òrìṣà Odù é a mulher espiritual de Ọ̀rúnmìlà, ela é esposa dele no ọ̀run. Diz a lenda que quando Ọ̀rúnmìlà veio do Ọ̀run para o ayé ele prometeu para Odù que não se casaria na terra, porém, Ọ̀rúnmìlà no ayé teve algumas esposas, como Ọ̀ṣun, Ajé, Olókun (teve um caso) e para alguns sacerdotes até Yewa e Yemọja. Com isso, Odù ficou com muito ciúmes e veio para o ayé mas, logo retornou para o Ọ̀run. Devido a isso, Odù não gosta que outras mulheres lhe vejam, por isso os seus símbolos sagrados não podem ser vistos por uma mulher. Odù é a mãe espiritual dos 16 Odù àgbà e é ela quem permite que o Odù de um recém iniciado no Ifá (Ìtẹ́fá) seja revelado, por isso, é fundamental que Odù seja alimentada nessa cerimônia. Igbá Odù, é o assentamento sagrado de Odù, seus símbolos não podem ser revelado e seu preparo requer muito conhecimento e força espiritual por parte do Bàbáláwo. ...

*BORI - Resumo*

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A fusão da palavra Bó (Ebó), que em yorubá significa oferenda, com Ori, que quer dizer cabeça (ou o Orixá que "rege a cabeça"), surge o termo Bori, cuja tradução quer dizer literalmente “Oferenda à Cabeça”. Do ponto de vista da interpretação do ritual, pode-se afirmar que o Bori é uma iniciação à religião, na realidade, a grande iniciação, sem a qual nenhum noviço pode passar pelos rituais de iniciação ao sacerdócio. O yorubá cultua o seu elemento mais sacro, o Orí, sua cabeça. O Borí é o rito de oferenda à cabeça (ẹbó Orí), que consiste em assentar, sacralizar, reverenciar e ofertar o Orixá Orí, portanto, cultuar e louvar Orí e assim estabelecer o elo entre a cabeça material (orí) e a cabeça espiritual, ou seja, criar a harmonia e equilíbrio necessários à vida. A coexistência do orí físico e do orí espiritual no homem perfaz o Orixá Orí, e é através dos ritos próprios do Bori, que se estabelece essa comunhão Assim é que se busca a estabilidade espiritual. De ac...

*MENSTRUAÇÃO* (Bajé)

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A menstruação(bajé) Antes de seguir a matéria devemos lembrar que cada casa segue uma maneira de explicar por qual motivo a mulher em si é proibida de participar de alguns rituais no período menstrual(bajé). Com base de estudos e pesquisa vamos tentar esclarecer de alguma forma o tal "tabú" de que a mulher nesse período fica impossibilitada de praticar alguns rituais, vamos citar algumas maneiras afim de tentar explicar tal tabú. Para alguns a pratica da mulher nesse periodo nos tempos antigos era de maneira constrangedora, pois nos tempos antigos não existia o absorvente íntimo e muito menos o OB então usavam um paninho para conter, mais dependendo do fluxo da mulher transpassava e ficava constrangedor para a mulher e uma afronta para o orisá, por tal esquecimento da mulher era feito sacrifícios afim de acalmar o orisá pela afronta e falta de atenção da mulher que ficaria meses sem praticar os rituais afim de punição, entao se privava a mulher nesse período para ...

QUE MINHA CABEÇA SEJA BOA!

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Diz um itan (história), que Oju (Olhos), chegaram ao mundo antes de Ori (Cabeça), sendo assim, seu irmão mais velho. Um dia O Criador de Tudo e pai de ambos, pegou duas cabaças e abriu pelo pescoço. Em uma, ele encheu com carne temperada com vinho de qualidade, pimenta da costa e dendê, ficando um cheiro aromśtico e um deliciodo sabor. E embrulhulhou com um pano lindíssimo e atraente. Na outra cabaça, Ele colocou muitos búzios (no princípio, búzio era moeda de troca e valia dinheiro), colocou também, ouro, prata e todo tipo de pedras preciosas. Mas essa, o Criador embrulhou num pano vagabundo, feio, sem brilho e de nenhum valor. Ele então, chamou Oju e Ori e mandou cada um escolher uma cabaça. Oju, encantado e admirado com a cabaça embrulhada no belíssimo tecido, não pensou duas vezes, escolheu logo aquela linda cabaça. Quando viu o que tinha dentro e o cheiro que exalava, chamou logo os amigos e comeu tudo na companhia deles, sem deixar nada. Nem convido...

OYÁ, ÁRVORE DE MIM

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"O vento nas folhas é Oyá. O raio no céu também é Oyá. É Oyá a tempestade que cai de repente. A mãe que protege seus filhos. A companheira inseparável. A amiga de todas as horas. Oyá é inquieta, curiosa, sedutora, alegre, guerreira... Uma mulher inigualável e, muitas vezes, incontrolável emocionalmente, pois, Ela defende o que é seu com a sua própria vida. Oyá dá a vida por um filho seu. E por um grande amor, Ela vai até ao infinito em busca dele sem olhar para trás. Ela é dona dos Eguns, dos bambuzais, da tarde e de tudo que tem vida. Ela é a própria vida em movimento. E como dança mesmo triste... E se alegre, dança muito mais. E se pensativa, alegra-se e entristece ao mesmo tempo, mas nunca pára de dançar. E como dança essa mulher! Deusa dos movimentos, dos ventos e de tudo que há em mim. "Oyá, árvore de mim!" Senhora das minhas retinas, ilumina-me com os seus raios incandescentes. Guia-me com os teus ventos certeiros. Ampara-me com as tuas mãos quentes e a...